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Estudo de Caso

Page history last edited by Lucele Bolzan 2 years, 10 months ago

 

Estudo de Caso

 

 

 

 

 

 

Caso 1

 

Como em nossa escola há poucos alunos que possuem um laudo diagnosticando a inclusão, eu e uma outra colega de Pead e também colega de escola faremos o estudo de caso da mesma aluna, pois mesmo tendo muitos alunos com problemas de aprendizagem na escola, há poucos que continuaram os acompanhamentos, pois quando é para a da família ter responsabilidade, levar ao médico, levar ao NAE e se dedicar para auxiliar no desenvolvimento do filho, eles acham muito complicado e acabam esquecendo o dia das consultas, não têm tempo para levar, não tem ninguém para ajudar...

A aluna escolhida será aqui chamada ficticiamente de Talita. A menina mora com os pais, um tio de 53 anos que é surdo, um irmão que é usuário de drogas e a filha deste, uma menina de 11 anos. A avó mora no mesmo terreno, mas em uma casa separada. A família é muito humilde e só o pai trabalha. A mãe só freqüentou a 1ª série e o pai é analfabeto.

Talita tem 13 anos e é aluna do 4º ano. Estuda em nossa escola desde 2004, quando freqüentou a pré-escola-1ºano. Em 2005 e 2006 Talita freqüentou o 2º ano, em 2007 e 2008, o 3º ano. Ela também freqüenta regularmente o NAE, tem consultas periódicas em hospitais de Porto Alegre e já realizou inúmeros exames.

Para conhecer melhor a sua história, fomos até a sua casa e conversamos com sua mãe, uma senhora muito simples, mas que nos atendeu muito bem, mostrou-se bastante preocupada em poder ajudar sua filha. A mãe nos relatou um pouco da história de sua história e de Talita. A mãe tem três filhos e Talita é a mais nova, mas antes destes filhos a mãe teve aborto de outros três e ainda perdeu um bebê com dois meses de idade por complicações respiratórias.

Durante a gravidez de Talita, a mãe sofreu desde os primeiros meses com pressão alta. Trabalhou durante todo o período em uma fábrica de calçado longe de sua casa, tendo que ir ao trabalho de bicicleta e quando não conseguia mais ia a pé mesmo.

A mãe nos contou que a menina nunca teve problemas de saúde, além de infecções no ouvido, mas teve uma queda da cama aos 6 meses, batendo a cabeça no chão. Sempre foi uma criança muito chorona e com relacionamento difícil com outras crianças, o que perdura até hoje. Durante os 2 ou 3 primeiros anos, a menina ficou com pessoas que cuidavam de crianças, depois quando o pai ficou desempregado, ela ficava com o pai para a mãe trabalhar fora o dia todo.

A mãe nos relatou que nunca havia percebido nada de “anormal” na menina e só descobriu do possível problema quando Talita começou a freqüentar a escola, pois a professora logo percebeu a dificuldade de relacionamento com os colegas, dificuldade na motricidade, a memória de curto prazo, além das grandes dificuldades de aprendizagem que apresentou. A menina foi encaminhada ao CAE da APAE e lá a Psicóloga encaminhou para a escola a seguinte avaliação:

 "A aluna apresenta acentuada dificuldade de aprendizagem. Não tem conservação de quantidade. Não tem sequência lógica de pensamento, nem noção espaço-temporal. É dispersiva, respondendo com conduta agressiva e comportamento psicótico em sala de aula. Foi encaminhada para avaliação neurológica, iniciando o uso de Imipramina em maio de 2004. Encaminhada para participar de projetos na APAE. É considerada aluna de inclusão."

No início, ela nos contou que não aceitou, chorava muito e não conseguia acreditar, mas como a mãe também passou a receber um acompanhamento na APAE, ela conseguiu superar e aceitar o problema da filha. Quando completou o segundo ano de atendimento no CAE, aluna recebeu a seguinte avaliação:

 

“Tem demonstrado progressos no relacionamento com os colegas, faz parcerias. É participativa.

Demonstrou evolução na leitura e na escrita, estando silábica, começando a associar letras com o som. Na representação escrita de palavras separadas demonstra maior entendimento do que em frases.

Tem dificuldade em diferenciar cores, precisando de referências.

Houve avanços significativos na associação de números e quantidades.

Gosta de trabalhar com jogos, mas se faz necessário pontuar a questão das regras com freqüência. Mostra-se mais concentrada durante o jogo do que em atividades envolvendo leitura e escrita.”

Neste ano a equipe técnica do CAE aconselhou a promoção para a série seguinte, considerando a aluna estar embasada nos princípios da Educação Inclusiva, alegando que os fatores sociais, emocionais e de construção de grupo vem a contribuir muito para o seu desenvolvimento e o seu sucesso.

Então a aluna foi promovida para a 2ª série e passou a ser atendida no NAE e a psicóloga observou que a menina apresentava alterações de humor, agressividade e discurso desorganizado. Percebeu que Talita vivia em mundo irreal, de fantasias e fugia constantemente da realidade.

Como tinha alucinações frequentes, foi encaminhada para tratamento psiquiátrico e fará uma investigação genética, pois há a suspeita de esquizofrenia. 

A menina também tem dificuldade de localização espacial e de lateralidade. Não tem noção de temporalidade e possui um vocabulário muito restrito. Possui dificuldades de reter informações e apresenta também crises de ausência.

Atualmente, ela faz terapia ocupacional para conseguir realizar atividades diárias e de vida prática com independência; faz acompanhamento com a psicóloga e com a psicopedagoga. Faz uso de dois medicamentos diários: Depakene e Imipramina que agem como estabilizador do transtorno de humor.

OBSERVAÇÃO: Este estudo de caso não será concluído pois estava sendo feito por mim e por outra colega. Então, a partir de agora, irei investigar outro aluno de inclusão.

 

 

Caso 2

O aluno escolhido será aqui chamado ficticiamente de Carlos. O menino nasceu em Catanduvas, no Paraná. Ele mora com os pais. A família é muito humilde.

Carlos tem 16 anos e é aluno da 6ª série. Estuda em nossa escola desde 2004, quando se matriculou na 2ª série. Carlos possui deficiência mental leve, dificuldades na fala e motora, devido a isso apresenta grandes dificuldades de aprendizagem. Segundo os professores ele tem grande dificuldade na leitura e na escrita; não consegue interpretar nem produzir textos, pois não consegue organizar o pensamento. Domina apenas a adição e a subtração.

Para conhecer melhor a sua história irei a sua casa e entrevistarei a sua família, irei a APAE para saber se possuem algum dado sobre o período que ele frequentava o CAE e também entrarei em contato com a psicopedagoga que o acompanha. Além disso, conversarei com seus professores (atuais e das séries anteriores) para compreender melhor o seu caso.

 

 

Algumas descobertas...

 

Durante as pesquisas realizadas com os colegas que já foram professores do menino, eles me relataram que, quando iniciou em nossa escola ele tinha 12 anos e ainda estava na 2ª série, pois havia reprovado várias vezes na outra escola. Quando ele veio para a nossa escola a atual professora relatou que apresentou grande facilidade para adaptar-se à turma e à nova rotina da escola. Comentou que ele tinha muito interesse em tentar ler textos e livros, mas como apresentava dificuldade em se expressar oralmente, sua leitura não era muito clara. Seu caderno era organizado e sua letra bem traçada. Assim como apresentava dificuldade na fala, também os tinha ao escrever, além de dificuldades na construção de um texto coerente e organizado. Ainda com doze anos, ele identificava números apenas até 100 e realizava apenas cálculos simples de adição e subtração. 

Em nossa escola, ele sempre foi considerado como um aluno de inclusão, pois enquanto frequentava a escola regular também frequentava a Apae no turno oposto desde os 5 anos.

Nos relatórios pesquisados na Apae, percebi que ele tinha atendimento no CAE (Centro de Atendimento Especializado), com acompanhamento pedagógico e clínico. Durante o período em que recebeu atendimento fonoaudiológico, no CAE, ele demonstrou grandes avanços na leitura e escrita, apesar de continuar com dificuldades na pronúncia de certos fonemas, refletindo na escrita e de sua fala ainda continuar bastante infantilizada. Os profissionais que atendiam o menino, constataram que ele apresentava baixa tolerância à frustração, além disso, seu tempo de concentração nas atividades pedagógicas é bem curto. Com o tempo de atendimento na APAE ele mostrou-se mais maduro em relação às suas dificuldades e comportamento.

 

Situação atual...

 

Nos últimos três anos ele não frequenta mais a Apae, apenas está fazendo acompanhamento com a psicopedagoga e com a fonoaudióloga no USE.

A psicopedagoga me relatou que diante dos achados diagnósticos, no momento, encontra-se no estágio do pensamento cognitivo operatório concreto, demonstrando imaturidade cronológica para a sua idade e que  seus exames neurológicos apresentaram anormalidades. Ela comentou que o menino apresenta defasagem evolutiva no seu desenvolvimento neuropsicomotor que impedem sua capacidade de atenção, raciocínio para que ocorra a aprendizagem escolar. Ela enfatizou que ele necessita continuar por um bom tempo com o tratamento clínico para ajudar na evolução do seu desenvolvimento.

 

 

As causas...

 

Para saber o motivo e as causas dessa possível anormalidade neurológica, conversei com a mãe e ela me relatou que ele nasceu com hidrocefalia. Mas como havia outras pessoas na casa neste dia, voltarei lá em outra ocasião para saber mais.

Então, para conseguir compreender melhor o seu caso, realizei muitas leituras sobre a doença e descobri que a hidrocefalia ocorre quando o líquido da medula não pode circular normalmente. Este líquido acumula-se no cérebro e, caso não seja controlado, pode acarretar no surgimento de graves conseqüências. Esta situação se resolve introduzindo-se cirurgicamente um tubo fino com uma válvula de pressão no interior dos ventrículos cerebrais. Não pude ainda saber se com o Carlos isso foi usado. Esta técnica, de modo geral, controla a hidrocefalia, direcionando o líquido para a cavidade abdominal ou para uma veia no pescoço, que leva ao coração. De acordo com Martín (2004), "é a condição patológica caracterizada pelo aumento da pressão intracraniana. Produz-se como conseqüência de um desequilíbrio entre a formação e a absorção do líquido cefalorraquidiano (LCR)". Neste caso, a caixa craniana cresce e a cabeça aumenta de tamanho.

As causas mais freqüentes, segundo o Coletivo de Autores (2001), são, "secreção aumentada de LCR, a obstrução das vias de circulação do LCR, seja no interior do sistema ventricular, seja na sua saída para o espaço subaracnóideo e o bloqueio na absorção do LCR". Dentre estas três causas, a mais freqüente é a obstrutiva (não comunicante).

De acordo com os mesmos autores, algumas sequelas como as de ordem motora surgem, como por exemplo, déficits de equilíbrio, na coordenação ampla e fina.

Na pesquisa realizada, constatei que algumas crianças com hidrocefalia podem ter dificuldades cognitivas, deficiências físicas ou possibilidade de outros problemas de saúde, atrasos no desenvolvimento, problemas de aprendizagem , problemas na fala, problemas na visão e dificuldade de memória.

Os pais e professores deverão estar conscientes das complexidades de viver com hidrocefalia e assegurar que a sua criança receba o acompanhamento adequado, as intervenções e terapias necessárias. Na escola, eu acredito que ninguém saiba o motivo das dificuldades do menino, pois em documento nenhum esta informação aparece. Agora eu conheço as características desta doença, consigo compreender a situação de Carlos e irei divulgar entre os seus professores um pouco de seu diagnóstico e da consequencias que ele tem em função da doença.

 

 

 

Na escola...

 

 

O menino Carlos é muito querido na escola. Todos gostam muito dele. Aqui ele é tratado como os outros para que ele não se sinta diferente apesar de sua idade ser maior do que da maioria da turma. Como ele apresenta uma imaturidade cronológica, muitas vezes o vemos, principalmente no recreio, brincando com as crianças do currículo.

Ele é um menino muito educado, bem humorado e divertido. Ao observá-lo em sala de aula, não percebi nenhuma discriminação dos colegas, mas não sei explicar se eles não o veem com os olhos da deficiência ou se respeitam o seu problema. Presenciei, na sala, vários momentos em que os alunos riam e debochavam uns dos outros, e do Carlos também, mas nunca o seu problema foi o motivo das brincadeiras. Percebi que ele não se sente diferente e está absolutamente integrado à escola e à turma.

Ao conversar com seus professores, percebi que ele apresenta muitas dificuldades de aprendizagem devido a sua defasagem evolutiva e por ainda estar no estádio pré-operatório. Eles relataram que raramente ele compreende alguma atividade e eles precisam ir individualmente até ele e explicar em uma linguagem mais acessível e bem simplificada. Ele tem grandes dificuldades na leitura e na escrita; não consegue interpretar nem produzir textos, pois não consegue organizar o pensamento. Domina apenas a adição e a subtração.

Geralmente, ele realiza as mesmas atividades do restante da turma, mas a atenção dada a ele e a exigência é diferente. Os professores o ajudam na realização das atividades e, muitas vezes, aceitam o que ele produziu dentro de sua capacidade. 

O menino é avaliado de forma diferente, pois se fosse exigir que ele alcançasse os objetivos da série, ele não atingiria. Então, os professores me relataram que avaliam o que ele aprendeu e o desenvolvimento que ele apresentou no decorrer do período que está sendo avaliado. Muitas vezes o ajudam a realizar as avaliações e, ao corrigí-las avaliam o que ele conseguiu fazer.

Bom, pelo menos no discurso é assim... então fico me perguntado por qual motivo que ele está repetindo a 6ª série...

 

 

Avaliação...  

 

 

A partir deste ano, o Projeto Político Pedagógico de nossa escola prevê uma avaliação diferenciada para os alunos de inclusão. Já no conselho de classe, os alunos considerados de inclusão não receberam nota a baixo da média, pois como ainda exige-se notas e não parecer descritivo, optamos em deixá-los na média. 

O PPP de nossa escola estabelece o seguinte para os alunos de inclusão: 

*De acordo com a Constituição Federal, educação é direito de todos, e “todos” inclui alunos portadores de necessidades especiais, bem como todos aqueles que apresentam distúrbios de aprendizagem, psicomotores, de conduta ou qualquer outro tipo de dificuldade. A Constituição da Republica de 1988, prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. As leis que regem a educação inclusiva buscam assegurar a todos os estudantes, sem exceções, a igualdade de oportunidades educativas e que estes possam beneficiar-se da interação, preparando-os para uma vida futura o mais independente possível. Acreditando na possibilidade de uma escola inclusiva, os alunos com necessidades educacionais especiais quando matriculados na escola são enturmados nas turmas regulares. Nesse sentido a escola está aberta para recebê-los e dar atendimento adequado sem segregá-los, sendo que os educadores buscam estar preparados para trabalhar com todos.

As atividades propostas em sala de aula serão as mesmas oferecidas aos demais alunos, além de outras mais específicas para complementar e estimular sua aprendizagem, sempre observando suas limitações. Para avaliação e promoção destes alunos não serão considerados a quantidade de conteúdos assimilados por eles, mas sim o processo de crescimento cognitivo e intelectual dos mesmos durante o período letivo.

A avaliação dos alunos de inclusão deverá ser diferenciada, de acordo com a dificuldade de cada educando. Cada professor deverá adaptar suas avaliações conforme as necessidades educacionais apresentada pelo aluno.

No início de cada ano letivo, a escola irá oferecer aos professores uma lista de alunos que apresentam alguma necessidade educacional especial.*

Assim como nos sugere o texto “A Rede de Interações Como Concepção Pedagógica: Alternativas do Espaço da Sala de Aula com Alunos em Situação de Desvantagem” de Lenise Henz Caçula Pistóia: “Surge, a partir daí, uma relação desestabilizadora na medida que leva a uma mudança nos papéis e responsabilidades entre as partes envolvidas provocando profundas alterações.” O que eu realmente espero é que essas modificações não fiquem somente nos papéis de nosso PPP. Há muito tempo já se falava em uma avaliação diferenciada para os alunos de inclusão, agora nosso PPP contempla uma avaliação diferenciada para alunos de inclusão, mas eu acredito que vai muito além da avaliação. Essa mudança deve acontecer em nossa maneira de planejar as aulas, adaptando os conteúdos e as estratégias para ensinar e trabalhar com classes heterogêneas. “Estas modificações curriculares envolvem, desde o planejamento e avaliação até vivências em que os alunos em situação de desvantagem possam auxiliar e ensinar algo para os outros.”

Para tanto será necessário que os professores conheçam melhor seus alunos. No caso do aluno Carlos, por exemplo, muitos professores até sabiam que ele tinha alguma necessidade especial, mas desconheciam o que realmente ele tem e tampouco as maneiras como podem trabalhar melhor com ele. No conselho de classe, que eu tive a oportunidade de estar presente, foi que muitos ficaram sabendo mais sobre este menino. Muitos se interessaram e vieram falar comigo posteriormente para saber mais sobre o caso e como auxiliá-lo em sala de aula. Comentei com eles sobre o Dossiê e pedi que olhassem para conhecer melhor a história de Carlos. Espero que este trabalho sirva para ajudar meus colegas a ter uma visão diferenciada do menino, conseguindo fazê-lo progredir, não dentro de suas limitações, mas dentro de suas potencialidades e que este Dossiê seja um novo caminho para mostrar a todos os envolvidos com a educação a grande necessidade de nós, educadores, conhecermos melhor cada aluno com necessidade especiai, pois " Este é um ponto crucial, pois a partir deste conhecimento mútuo surgirão novas possibilidades de ação baseadas em relacionamentos mais cuidadosos e consistentes." O importante é que cada professor se reconheça como um ser aprendente e que tenha a "capacidade" de aprender com a diversidade. Precisamos reconhecer que a inclusão pode nos mostrar um novo caminho, abrindo, assim, a possibilidade de uma "aprendizagem recíproca", ou seja, quem ensina sempre tem o que aprender e quem aprende sempre tem o que ensinar! 

 

 

 

 

 

Comments (2)

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 10:51 pm on May 30, 2009

Olá, Lucele,muito bom o teu relato, que bom que conseguiste rapidamente outro aluno para pesquisar. Aguardamos a continuação das atividades.
Abraços
Maria del Carmen

liliana said

at 10:31 pm on Jun 24, 2009

Lucele
parabens pelo teu relato, claro, bem elaborado e completo. Aguardamos tuas seguintes publicações
abraços
liliana

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